sexta-feira, 19 de março de 2010

Yes we can!


Última Hora:

Este blog acaba de descobrir, uma vez mais pelas fontes do costume, a verdadeira razão das visitas de Sua Santidade, e Barack Obama ao nosso país.
Segundo dados que conseguimos apurar, quer Bento XVI, quer Barack vão ser ouvidos na Comissão de Ética da Assembleia da República.
A Comissão necessita de alguns esclarecimentos do Papa, depois de ter ouvido que ele usa uma “opa” em diversas celebrações. A Comissão tem desconfianças que possa ser uma “opa hostil” lançada sobre o antigo canal da igreja vulgo TVI.
Quanto ao Presidente dos Estados Unidos, só vem cá porque lhe disseram que ele era o único que ainda não tinha sido ouvido na Comissão e decidiu, depois do cão, experimentar uma coisa verdadeiramente portuguesa.

Pais...mas poucos!


"Mais de 54 milhões de europeus vivem sozinhos e dois em cada três lares não têm nenhuma criança, segundo um relatório sobre a evolução da família na Europa, apresentado no Parlamento Europeu. O documento foi elaborado pelo Instituto de Política Familiar (IPF)"in Primeiro de Janeiro
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A notícia é alarmante.
À primeira vista, digo eu.
Mas nesta "Era Económica", onde quem manda só vê números e não pessoas.
No tempo em que o Homem mata à fome o outro homem, com a bandeira da economia na mão.
No mundo gerido pela especulação - qual luta "glória" contra tudo e contra todos.
No suspiro final do tempo dos recursos naturais.
No tempo, sem tempo, de correrias, de atropelos, de teclados, gráficos, bolsas, violência, poluição, de cinzentões e cinzentonas.
Será lúcido perguntar:
Vale a pena pôr uma criança no mundo?
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Apesar de tudo, acho que sim.
Vale pela coragem, pela experiência única, pelo despertar da consciência, da responsabilidade.
Vale pelos sentimentos que se misturam numa amálgama rodopiante.
Vale, também, pela luta que será deixar-lhe um legado limpo.
É esse o nosso dever.
A solução mais fácil será, na minha opinião, não gerar.
Porque, para mim, não há nada mais importante do que sentir os braços dos meus filhos contra o meu corpo, e aquelas vozes sorridentes a dizerem:
"Amo-te papá!"
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Kit-Rolha



Peço desculpa por ter estado um pouco afastado, mas impus a mim mesmo uma espécie de “Retiro Espiritual”. Passo a explicar, depois de vos confessar um pecado.
Primeiro o pecado.
Sim eu segui, ao pormenor, todo o congresso do PPD/PSD onde estavam os da JSD, os TSD e creio...mas não posso afirmar, vá lá...algum LSD. Pelo menos, a julgar por algumas intervenções e discursos, um ou outro orador das duas uma, ou estaria com a doença de Pick (vão lá ver o que isto é) ou então era o LSD a falar por eles. Adiante.
Seguindo a explicação do meu retiro.
A malfadada “Lei da Rolha”.
Quis experimentar a mesma sensação que terá um militante laranja a 60 dias das eleições. Caladinho que nem um Pisco!
Não gostei! É uma seca.
Não deu resultado nenhum e faltou-me informação.
A lei é nova. Concluí que estaria ainda muito mal explicada e eu não sou jurista.
Surgiram-me algumas dúvidas durante o processo e por isso decidi acabar com o meu retiro.
Aconselho os militantes a não seguirem o meu exemplo (aliás não sou exemplo para ninguém mas isso é de outro congresso), sob risco de ficarem seriamente perturbados, quase como ficou o Jardim com a declaração de amor do Pedro Passos Coelho.
Mas voltemos às dúvidas que um verdadeiro militante do partido da senhora que vai contra as câmaras de televisão e tenta acabar com um canal em directo (podia fazer uma graçola que envolvesse o Sócrates e a Comunicação Social mas não é este o intuito deste artigo), enfrenta na hora do cumprimento do dever de obediência à “Lei da Rolha”.

Ponto nº 1: Que tipo de rolha deve usar? Cortiça ou plástico? Carica ou de rosca?
Ponto nº 2: De que cor?
Ponto nº 3: O que fazer com ela?

Depois de muito investigar, este blog teve acesso, uma vez mais por fontes pouco dignas, a informação ultra-secreta obtida por escutas ilegais.
Para por em prática esta inovação legislativa, o PSD está já a desenvolver uma completa indústria produtiva. Admirados?
Serão comercializados para todos os militantes Kit’s-Rolha.
Cada Kit-Rolha, uma embalagem de cartão canelado cor de laranja, contém uma rolha de cortiça alentejana, um pacotinho de algodão em rama, e um tubo de pomada preta*. Tudo hermeticamente protegido e acompanhado de um guia de utilização.
Passo a citar:

“Caro companheiro e amigo, acabou de adquirir um Kit-Rolha, a última e mais avançada forma de proporcionar ao Presidente do nosso Partido uma liderança tranquila, testado em Portugal durante décadas no período áureo da governação democrática do Dr. Salazar.
Embora não se conheçam efeitos secundários adversos à condução de tractores agrícolas, o seu uso poderá provocar efeitos secundários não documentados.
Se for esse o seu caso contacte de imediato o Centro de Desintoxicação Laranja mais próximo da sua área de residência.

Modo de utilização:
1 – Remova a protecção da Rolha.
2 – Com as mãos lavadas, coloque a rolha no seu orifício natural que emite som capaz de perturbar a tranquilidade do nosso Líder.”

E o algodão e a pomada preta, perguntam os senhores e fazem muito bem.
A resposta vem a seguir em letrinhas muito pequenas.

“NB: O algodão e a pomada preta devem ser utilizados só em casos extremos. Quando o militante, por engano, tiver introduzido a Rolha no orifício errado."

*Pomada Preta – Anestésico Anal Extra Forte

quarta-feira, 10 de março de 2010

Tem Dias!




Além do Dia de Receber, não morro de amores pelos "Dias De":

São várias as razões em que fundamento esta ideia. De tão variadas apenas vou expor algumas o que, por si só, representa já um esforço de síntese quase tão bom como as declarações de Joaquim Oliveira para recusar ser ouvido pela Comissão de Ética da Assembleia da República.

Mas o "Dia De" qualquer coisa faz-me comichão, precisamente na zona do cavado poplíteo, uma parte que não é fácil de coçar principalmente se formos na rua com muitas pessoas por perto, fazemos figura parva e ainda podem pensar que estamos a apanhar morangos ou algo muito mais deselegante.

Daí que resolvi falar deste enorme problema que me atormenta. Serve para desabafar e sempre vou cumprindo as indicações do meu psiquiatra, para que evite recalcamentos.

Sem querer ser fastidioso peço para centrar a abordagem ao tema, por exemplo, só neste mês de Março.
Ainda há coisa de 2 derrotas do FCPorto atrás, se comemorou o Dia da Mulher e já aí está o Dia do Pai!!!

Acho, no mínimo, pouco democrático.
Afinal quem é que teve autorização para marcar estes dias, um a seguir ao outro?
Houve alguma intenção?
Alguma norma?
Foi discutido pelas Associações de Pais? (Bem por essas não acredito, discutem sobretudo as marcas dos cadeados que vão fechar as portas das escolas.)

Só pode ter sido por uma mulher. Isso mesmo! Por uma mulher.

Calma eu explico.

Porque carga de água se comemora o Dia da Mulher e depois o Dia do Pai?
Dia da Mulher! Dia dedicado a elas, quando devem ter tudo, quando podem fazer tudo, ter todos os miminhos, ir a todo lado umas com as outras, ter descontos nos bares, lojas, receberem rosas na rua só porque é o seu dia, etc...enfim, é liberdade total.

E o que deixam para nós?
O dia do Homem?
Não!
O Dia do Pai.

Que é como quem diz, vá lá para não ficares amuado aqui tens um diazito para ti, mas não te esqueças que tens filhos e tens de estar em casa a horas.
Não podes sair com os amigos, porque os meninos querem partir-te as costelas todas saltando-te em cima durante 3 horas seguidas e construir pela enésima vez o puzzle do Spongebob.
Como recompensa levas um azulejo, pintado à mão, com um boneco de bigode que diz Pai.
Ainda por cima, porque é o teu dia, és tu quem lhes dá a papa, o banho (só para socializares com o teu filho), vestes o pijama, e aguentas, sempre com um sorriso, 5 horas de berreiro até ele adormecer. Bonito!
Por estas e por outras é que me aparece a tal comichão no cavado poplíteo!

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terça-feira, 9 de março de 2010

É Limpinho!




Meu Deus! Que coisa incrível! Uau!...
Oh pá...é mesmo fixe!
São aos milhares as crianças, jovens, adultos e velhos, cães, gatos, canários, pintassilgos e outros que se preparam para o grande evento deste mês. Mas está tudo maluco?!
Já estou a imaginar algumas das conversas desse dia:

- Nuno a pé tão cedo, filho! (Nuno tem agora 19 anos é estudante e usa aparelho nos dentes só porque é moda)
- Eiiiiiii...Já vais começar?
- Calma filho! Estou só surpreendida, como é sábado...
- Hoje tenho muito que fazer.
- Credo filho! Resolveste limpar o teu quarto?!
- Não fechas bem a tampa, pois não? Achas?! Tenho mais que fazer...
- Vais sair?
- Vou.
- Quando voltas?
- Sei lá...vou limpar Portugal.

Desde esse dia Nuno, de esfregona em riste, deixou de ser apenas um adolescente da juventude social-democrata. Hoje é D. Nuno o Limpador. Um rapaz doido pelo esfregão e água tépida, sabe tudo sobre o Sonasol verde, o Ajax e o Scotch-Brite....quer limpar Portugal, mas o seu quarto não.

Dia 20 vamos todos Limpar Portugal.
Acho brilhante esta ideia (embora um recuso de humor fraco, brilhante é adjectivo propositado). Já estou a imaginar uma resma de gente a varrer tudo o que lhe apareça à frente. O povo aos gritos que, em vez de cartazes com o tradicional “ Quero Trabalho”, ostenta agora vassouras e apanhadores , comprados nos chineses, e grita “Quero Esfregão”.

Este dia não deveria ser permitido pelo governo, facultará a saída de divisas, aumentará a taxa das importações e engordará a economia chinesa.
Nem me parece bem trabalhar de borla para os senhores que administram as empresas de tratamento dos resíduos urbanos. Eu sei que é um bom golpe publicitário e não é novo. Já o homem da sucata tinha tentado limpar os cofres do Estado antes de sofrer um enfarte na prisão. É que os cofres do estado são muito trabalhosos e causam muita canseira e irritação.
Por isto tenham cuidado, se querem limpar, limpem mas devagarinho.

Mas tal como disse atrás, não seria melhor começarmos por limpar o nosso próprio quarto? Talvez não. E se limpássemos primeiro a nossa classe política? Era capaz de ser demorado...entendo.
E que tal limparmos a Justiça dos abutres amigos dos amigos, que são amigos daqueles que com os amigos decidem nunca condenar um amigo? Já vi que não.
Já sei! Vamos limpar o sebo a uns quantos que nos fazem de parvos todos os dias? Pois...demasiado violento.
Já vi que o melhor é continuar assim.
Dia 20 vamos ter um país com menos papéis e pontas de cigarro nas ruas, mas com a mesma merda de sempre colada aos nossos sapatos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher


Faz-me feliz assim,
como ontem tu fizeste.
Diz-me que não, outra vez,
mas fala-me sempre do sim,
como ontem tu falaste.

Faz-me feliz assim,
como ontem tu fizeste.

Foge de mim, outra vez,
mas corre sempre por mim,
como ontem tu correste.

Gosto de ti assim, exactamente como és.
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Não sou muito dado a esta coisa do dia da mulher, preferia que hoje se comemorasse o dia do sorriso. O dia em que um sorriso responderia a um beijo dado com sentimento e com verdade. O dia em que fossemos capazes de dizer a uma mulher "Gosto de Ti Assim - exactamente como és."

sábado, 6 de março de 2010

Que não haja mais nenhum Leandro!




Este texto foi-me enviado pela Fernanda e toca num daqueles que eu penso fazerem parte dos verdadeiros problemas desta sociedade. Ao invés de brincarmos “às casinhas” ou “aos países” podemos, de quando em vez, pensar em questões que vão escorrendo pelas nossas mãos sem que as lavemos de vez. Este caso é um de muitos que inundam os nossos dias mas que teimamos em desvalorizar. Para mim, este é um dos principais problemas da nossa escola, da nossa rua, da nossa casa. Não me lembro que algum dia, qualquer responsável tenha ocupado 5 minutos de tempo de antena para o debater convenientemente. Em abono da justiça, de igual modo, nunca vi nenhum movimento, manifestação, protesto ou crítica das associações de alunos sobre esta questão.
Algo vai realmente mal quando uma criança não vê outra saída que não seja matar-se.
Obrigado Fernanda. Este é um blog aberto a todos onde todos podem colaborar.


Desta vez, não consigo ficar calada! Sou mãe, mas mesmo que não fosse, não conseguiria ficar indiferente ao que aconteceu a Leandro, o jovem de 12 anos que cansado das agressões dos colegas, decidiu colocar termo à vida atirando-se para o Rio Tua. Um acto que demonstra o desespero em que se encontrava esta criança.
Agora e só agora, procuram-se os responsáveis.

Todos sabiam que Leandro era constantemente agredido.
Mas nunca ninguém fez nada – nem os responsáveis da escola, os professores e funcionários, que tinham a obrigação de intervir. E os pais, porque agora sabe-se que são vários os casos de violência entre os alunos daquela escola, tinham por obrigação denunciar esses casos.
Como mãe, sinto-me revoltada! Se fosse meu filho, não descansaria enquanto os culpados não fossem castigados.

É verdade que a violência escolar sempre existiu – quem nunca foi provocado ou alvo de chacota por parte dos colegas? Mas hoje, a situação é mais preocupante, são mais frequentes e mais violentas as agressões físicas e psicológicas. Como pais devemos estar atentos ao comportamento dos nossos filhos e a sinais que poderão indicar actos de violência, sofridos ou aplicados a outros. Sim, porque também deve ser dada uma maior atenção aos autores destes actos de violência – comportamentos que devem ser trabalhados, para que no futuro não se transformem em algo pior.
Também aqui, digo eu, porque não sou nenhuma especialista, os pais também devem ter um papel mais interventivo na mudança de comportamentos violentos dos seus filhos, o que infelizmente nem sempre acontece.

O meu filho vai para o 2º ciclo no próximo ano lectivo, e confesso que me sinto assustada com o que ele poderá encontrar na nova escola, um mundo totalmente diferente ao que estava habituado. Com certeza que muitos pais concordarão comigo.
Esperemos que depois do Leandro, sejam tomadas medidas para que casos destes não se repitam!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quanto custa a Fé?




Eu sei que são difíceis estes caminhos da religião, e todas as opiniões terão de ser ponderadas antes de encarreirar meia dúzia de caracteres sobre o tema.
Por serem isso mesmo, meia dúzia, não irão, com certeza, abraçar todos os prós e contras do assunto que hoje me proponho deixar à vossa consideração.

Não sei porquê mas tenho a ideia que a próxima visita que o Papa Bento XVI vai fazer a Portugal não será oportuna.
Desde logo Bento XVI não representa a simplicidade, humildade, simpatia, dor, alegria genuína, compreensão, que tinha João Paulo II. Na sua imagem, por mais que seja verdadeiro, o actual Pontífice carrega o peso do Papa Ministro do Sistema Clerical e não do Ministro de Deus junto do povo. O Homem do sofrimento, e da esperança.
É mais um administrador de bens e não um administrador de almas.
Nunca seria fácil suceder a João Paulo II, e admito que a minha ideia possa estar retorcida pela empatia que senti pelo Homem que foi Karol Wojtyla, mais do que pelo cargo que ocupou.
Num tempo de grandes tragédias sempre me pareceu que o Todo Poderoso Vaticano não faz tudo o que poderia e deveria fazer.
Considero que, mais importante que visitas de estado, a Igreja, com todos os meios que tem à sua disposição, poderia e deveria assumir e patrocinar uma intervenção mais abundante junto dos mais necessitados.
Sempre me fez impressão a opulência do Vaticano e da Igreja Católica de um modo geral.

Ratzinger vem a Portugal com uma comitiva de 90 pessoas, e receberá honras estado particulares.
Os meios envolvidos para organizar e publicitar este evento deverão atingir valores significativos. Dinheiro que há-de vir da própria Igreja, de mecenas e naturalmente do Estado.

Será isto compreensível para um português idoso que vê negada uma mão cheia de comparticipações em medicamentos para idosos, que continua a não ter uma refeição digna e uma consulta médica a horas, que, entre muitas outras coisas, apesar da baixa reforma terá de pagar cada vez mais impostos?

Creio bem que sim.
Tal como o euro 2004, a visita do Papa será o folclore que há-de fazer esquecer os dramas do dia-a-dia, nem que seja por um breve par de horas.

Não é só pelos 200 mil euros que custará apenas o palco de Lisboa que vai suportar o peso de Bento XVI e da comitiva na sua visita oficial a Portugal, mas será que é oportuna esta visita?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tá Lá! Fala o Senhor?

Foi recentemente criada em França uma linha que permite às pessoas confessarem-se por telefone. Ao que creio esta deve ter sido uma ideia de um português.
Admirados?
Já explico.
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Este é um serviço de um operador multimédia inaugurado em plena Quaresma.
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Esta é a mensagem automática quando se liga para “A Linha do Senhor”:
“ Para ajuda sobre a confissão marque: 1”
“ Para confessar-se marque: 2”
“ Para ouvir algumas confissões marque: 3”
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Como é?!
Para ouvir algumas confissões marque 3?!
Pensava que as confissões fossem segredo Divino, e não o português Segredo de Justiça.
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Agora entendo como podem ter transpirado tantas informações confidenciais para os jornais do nosso país.
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Depois de uma afincada investigação as nossas fontes conseguiram apurar que são vários os portugueses que utilizam este serviço para aliviar as suas culpas.
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Violando o segredo (porque foi uma coisa que sempre quis fazer e porque está na moda) ainda por cima violando um segredo bem mais importante do que o de Justiça, uma vez que é Divino, aqui apresento, em primeira orelha, uma pequena transcrição de uma confissão:
(vou carregar no 3)
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- Tá lá! É o Senhor?
- Sim meu filho. Ao que vens?
- Era por causa da confissão...
- É só um momento, vou ligar o gravador.
- Gravador?!!!
- Não te apoquentes rapaz, é só uma por uma questão de protocolo.
- Bem...sendo assim.
- Vá lá, diz.
- Senhor, eu me confesso...
- Blá, blá, blá, vá rapaz passa essas cenas à frente.
- Bem...na realidade, eu sabia. Sim eu sabia! A PT ia comprar a TVI.
- Oh! Grande coisa! Isso toda a gente sabia, meu rapaz, até a Ermelinda que passa a ferro na casa da Manuela. Mais.
- Bem...eu, com rigor, também não sou engenheiro...quer dizer sou e não sou...é que...
- Sim...e mais?
- Eu juro, eu juro por Ti, que não tive nada a ver com o Freeport.
- e....
- Nem mexi uma palha nos lixos da Cova da Beira.
- Pois...e o apartamento?
- O apartamento estava em saldo na Remax.
- Mentiroso!
- Ok. Foi na Era Imobiliária.
- Hum...e a sucata?
- A sucata não! O meu carro é novo e custou uma pipa de massa.
- E os robalinhos?
- Gosto, mas grelhados com molho verde.
- Confessas então um pecado, certo?
- S..s..sim.
- Vai lá em paz, meu rapaz.
- Só isso?! E a penitência?
- Penitência?! He he he...espera, o Alegre trata disso...
- ...da-se!

terça-feira, 2 de março de 2010

Sinais de Fósforo

Sou, há muito tempo, admirador de Miguel Sousa Tavares.
Como jornalista e escritor.
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Gostei muito da entrevista que ele fez ao autor do livro, ex-PJ, sobre a menina inglesa desaparecida no Algarve.
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Esclarecedora e no mínimo...sucinta.
Esclarecedora porque todos os portugueses ficaram a saber o que pensa Miguel Sousa Tavares sobre este caso.
Sucinta porque, nos breves 15 ou 20 minutos de horário nobre da SIC, o convidado não deve ter ido além de 2 ou 3 minutos no uso da palavra.
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Será que Miguel (Sr. Doutor como era tratado por Gonçalo Amaral) é no fundo um pupilo de Manuela Moura Guedes na arte de entrevistar?
Será que Miguel Sousa teve um ataque de saudade do tempo em que comentava na TVI?
Será que Miguel Sousa Tavares tinha alguma intenção, para além da legítima, ao entrevistar Gonçalo Amaral?
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Não me pareceu o jornalista coerente e frontal que é.
Pareceu-me mais ter cedido à tentação da polémica na guerra pelo share.
Para além dos dedos amarelos do fumo do seu convidado apenas fiquei com uma imagem na minha cabeça: A de Miguel Sousa Tavares, de dentes afiados, olhos arregalados e faca em riste ameaçando o ex-inspector - "Diz já que é tudo mentira ou tiro-te o pio!"
E depois o pior e que não me deixa dormir:
Imaginar Miguel Sousa Tavares e Manuela Moura Guedes juntos num só.
Acho que o botox não lhe acentará bem.
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Há dias de merda.
O Miguel é e será sempre um exemplo para todos os jornalistas, mas não com entrevistas assim.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tomates da Madeira


Sempre senti um tipo de atracção mental e esquisita por Alberto João Jardim.
Pela figura, pela postura, pela arrogância, pela maneira como, com a maior das facilidades e astuta argumentação, é capaz de degolar ou beijar qualquer ser que lhe apareça pela frente.
Dependendo da frente que lhe fazem, qualquer mortal se arriscaria a apanhar meia dúzia de impropérios em dia mau para o Dr. Jardim. Apesar de muitas entrevistas nunca achei que houvesse um jornalista (provinciano do continente) que lhe fizesse uma entrevista, completamente limpo de preconceito. Para todos estará, mesmo inconsciente, a ideia associada do ditador da Madeira umas vezes, do palhaço insular tantas outras. Sempre em busca de uma frase, um pensamento, um gesto que desencadeie um incêndio intelectual com o Portugal dos pequeninos, ou com o PSD dos grandes.
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Confesso que a minha admiração por Alberto João é de carácter humano e poderá, por muitos ser considerada: “Tu não tás bom da cabeça!”
Tudo bem eu aguento.
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Quem é realmente este homem capaz de representar o estado ao mais alto nível com a mesma facilidade com que desfila mascarado pela sua Madeira, ou, com a maior simplicidade, desenvolve um rol de nomes menos familiares sobre os seus queridos inimigos enquanto mastiga uma sandes de carne de vinha d’alhos no Chão da Lagoa.
Um homem feliz.
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O sorriso que sustenta habitualmente, é, para mim, indicador de um homem que só pode estar feliz. Feliz com o que faz, feliz com o seu povo, a sua causa e, até feliz, com os imbecis que se “metem com ele” - exactamente por fazerem isso mesmo.
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Considero João Jardim um ser genuíno. Um homem que não sendo do povo, é o povo. Um homem de tomates. Capaz de brincar com aqueles que brincam connosco fazendo-se passar por sérios toda a vida. Capaz de reduzir a política de circunstância e de circunstâncias que nos tem governado à sua verdadeira importância. Nada.
Alberto Jardim enquanto viver terá sempre um microfone à frente porque sempre que saltar na sua ilha, o continente há-de sentir a onda de choque.
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São estes homens inteligentes e felizes que me admiram particularmente.
Os que sempre serão capazes de mudar de opinião a bem do real interesse público. Capazes de admitir que uma coisa é a política galhofeira e outra é a vida dos seus cidadãos.
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É este homem que, quando o problema real e grave lhe bateu à porta, arrumou os brinquedos políticos na prateleira e se mostrou estadista.
Solicitando, reconhecendo e elogiando a ajuda dos que sempre combateu. Manifestando a humildade de quem arregaça as mangas para resolver.
Este é um dos grandes poderes.
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Não será tudo ouro ou azul na condução democrática dos destinos da Madeira, mas é justo perguntar: E aqui no continente é?
Será mais limpa e transparente a constância do Sr. Jardim ou a dos poderes, lobbies, e afins que os políticos do continente têm demonstrado ao longos destes 30 e tal anos de democracia?
Ao meu lado irei sempre preferir quem se assuma. Nos bons e nos maus momentos.
Força Madeira.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Anda uma coisa a roer-me a orelha


Caros amigos, já ,há mais tempo do que devia, aqui não vinha. Hoje, por mero acaso, fui à caixa de correio deste blog e fiquei impressionado com a quantidade de mails que muita gente me mandou. Pessoas preocupadas, curiosas, algumas sugestões, muitos incentivos, perguntas...e alguém que me pede delicadamente: "Porra! Escreva qualquer coisa! Ou ainda leva com um barrote pela cabeça abaixo!"
(para quem não sabe Barrote é um pau bastante encorpado e pesado que habitualmente se usa na construção civil). Com um pedido assim tão terno quem é que é capaz de resistir? Eu não!
Um barrote é um barrote, e parece que aquilo é bem capaz de magoar.

Pois muito bem, aqui estou eu a tentar fintar a pancadinha.

Mas escrever sobre o quê?
Passou-se alguma coisa na minha ausência?
Algo importante?
Não, eu digo REALMENTE importante.

O Sócrates ainda é primeiro ministro?
Ainda tem o mesmo telemóvel?
E quando alguém o escuta no telemóvel a chamada é mais cara, uma vez que está a falar em conferência?
Sim e não e não? Então tudo está exactamente na mesma.

Mas esta coisa das escutas mexe um pouco comigo.
Sempre que falam no assunto a minha imaginação fervilha.
Não que me preocupe a questão dos direitos privados e blá blá blá....disso falam os senhores que não são ouvidos, nem nunca terão categoria suficiente para serem escutados.
O que realmente me fascina é poder imaginar como será o dia dos funcionários das escutas.
De manhã há reunião para os distribuir.
- Agente X, hoje está destacado para escutar o Vara.
- Fixe Chefe!
- Agente Y, ora vamos lá ver...ah! Hoje vai ouvir o novo CD dos Buraka Som Sistema.
- O quê! Porquê eu?!
- Chegaste atrasado.
- Certo Chefe!
- Eu vou para ali, eh eh eh, vou ouvir o Sócrates.
- Há novidade Chefe?
- Não. Mas estou interessado em saber se ele sempre comprou a Sport TV.
- A Sport TV?!
- Claro! É a única televisão que nos fóruns não fala mal do governo. Isto cheira-me a esturro...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Inutilidades de fim de ano


Meus amigos, antes de qualquer outro assunto, quero pedir-vos desculpa por só agora estar a escrever. O Natal dediquei-o inteiramente à família e partilhei todas as horas com os meus.

Mas está aí o fim do ano!
Não resisti a escrever umas poucas linhas sobre o assunto.
Vou falar de algumas das inutilidades desta época tão especial.

No fim do ano todos se desdobram em análises, sumas, reflexões, desejos, votos e outras tretas.
Para quê?
Alguém tem dúvidas de como vai ser o próximo ano?
Cheio dos mesmos problemas, com a mesma gente deste ano a dar-nos cabo da cabeça.
E aquela coisa de desejarmos “Um bom ano e boas entradas”?
Acho uma patetice pregada e eu nem sei o que hei-de responder quando levo com uma destas.
O bom ano, vá lá, dou de barato, mas boas entradas?!
As que eu tenho já são suficientes, obrigadinho.

Afinal é só mais uma noite. Sim! Eu sei. Cheia de maluquices, álcool e outras substâncias, conduções mais ou menos perigosas, gajas e gajos aos gritos e a dançar até cair para o lado e acordar numa cama que nem conhecem...mas isto é o que a malta faz todas as sextas ou sábados à noite!
E quanto ao desejo de entrar no novo ano, hum...isso nem me parece muito boa ideia.
Vocês não ouvem os senhores da TV a dizer que 2009 vai ser muito mau, o pior de todos, que vamos andar todos de calças na mão (excepto se formos banqueiros, políticos ou altos funcionários de empresas do estado...ou da Mota Engil).
Vamos querer mudar de ano para quê?
Não me digam que não ouviram o sr. “Calado” Silva a falar do enorme problema do estatuto dos Açores. Habituado a nada dizer sobre tudo o que é questionado, a baba e ranho que o sr. chorou frente aos portugueses, em plena hora de ponta televisiva.
“Estão a ver o que estes malandros do parlamento me fizeram, (fungadela) estes malvados (limpa as lágrimas e funga outra vez), obrigam-me a cada coisa...logo eu que tinha preparado um discurso cheio de esperança e de azul para a mensagem de ano novo. Estes malvados estragaram-me o discurso (outra fungadela e passa o lenço de pano pelo nariz) agora o que é que eu vou dizer?
Afinal quem sou eu neste país de maltrapilhos?
O que faço aqui?”
São perguntas, meu caro sr. professor, a que ninguém sabe responder.

Apesar de tudo, muito boa gente, confia em 2009.
Vamos ter eleições. Ena! Ena! Um cesto cheio.
Vamos ter os casos da justiça, mais mediáticos, resolvidos. Ena! Ena! Que velocidade.
Penso, sinceramente, que o que vamos ter é mais merda e moscas iguais a este ano que agora acaba.
Também é uma inutilidade as mensagens SMS que enviam a desejar tudo a todos.
Isto só serve para engordar os bolsos das empresas de telecomunicações! Ok?

Muito mais teria para dizer, mas tenho de ser breve, vou agarrar-me um pouco mais a este 2008.
Desejo-vos uma boa noitinha de quarta para quinta-feira.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Alzheimer do Pai Natal


Querido Pai Natal.

Escrevo-te porque, parece que está na moda, enviar-te cartas nesta altura do ano.
Eu sei que passas o resto do tempo, provavelmente, numa praia da Havai, mas que diabo um homem não é de ferro! E tu já estás entradote.
Não tens lido as minhas cartas que te envio há mais de 40 anos, e, para ser sincero, nem tenho a certeza que saibas ler.
Como és muito antigo, se calhar, nem frequentaste o ensino.
És um analfabeto.
Mas, ao menos, podias recorrer às novas oportunidades, ou então, matricular os teus duendes na escola!
Recebiam um “Magalhães” e, com sorte, aprendiam também a ler e a escrever (se bem que escrever já envolvia muita sorte).
Pelo menos, eu podia contactar-te por MSN o que dava um certo jeito.
Esta cena de enviar cartas tem de acabar!

Espero que estejas melhor da tua doença.
Quando soube fiquei muito preocupado, mas como não me respondes, não tenho tido a noção do desenvolvimento do mal de que padeces.
Aqui chamamos-lhe Alzheimer, penso que também será assim na Lapónia.

Ando muito preocupado contigo, por isso nem te vou pedir nada neste Natal.
Agora, deixo-te um conselho.
Tens mesmo de ir ao médico.
Esta coisa está a tomar conta de ti, e estás a trocar as prendas todas.

Então foste dar 5,1 milhões de euros para os deputados da Madeira?!
O dinheiro é para distribuir pelos pobrezinhos, não pelos deputados da Madeira.

E aquela coisa de ofereceres um erro processual aos 4 homens que assaltaram o Museu do Ouro em Viana?
Malandreco!
Tu sabias que do assalto resultou um morto e mesmo assim conseguiste que os ladrões fossem libertados.

Mas há mais.
Tinhas alguma coisa que oferecer o Santana Lopes, à Manuela Ferreira Leite?
Não achas que ela já tem problemas que cheguem?
Está bem! Aí, talvez tenhas razão. Afinal Já tinhas oferecido o Manuel Alegre ao Sócrates.

Sabes? Afinal o Bush não aceitou aquele par de sapatos que tu tinhas pedido ao jornalista para lhe dar. Tens de tentar outra vez.

Já agora, importas-te de enviar uma bata nova para aquela enfermeira do Hospital de Santo Tirso, que disse a uma senhora, com uma concha entalada na garganta, para não lhe sujar a bata.
E uns óculos novos para o médico que, depois de a observar, a mandou para casa e lhe disse que não via nada.

Se calhar são pedidos demais para ti, afinal andas consumido com esta crise, e ainda por cima doente, não é?
Aproveita o fim-de-semana e descansa.
Vai ao médico, e não te esqueças de tomar as gotas...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Transferências de Inverno


Estamos muito próximo de uma época importante para o mundo desportivo.
Bem, na realidade, não será o mundo desportivo mas o mundo do futebol.
Vem aí o defeso de Inverno. Aquela cena dos jogadores, que ganham mais do que merecem (quando lhes pagam), tirarem férias tal qual os meninos da escolinha.
É também neste defeso que se abre uma nova janela de transferências.
Os clubes podem aproveitar este período para comprar ou vender jogadores.

Em Portugal não creio que haja grande movimentação nos planteis dos nossos clubes de futebol, todos estão nas ruas da amargura e não há cheta para modernices.
Em minha casa também não! Este defeso não penso, por isso. trocar nenhum elemento da família por outro.
Imagino que em vossas casas também seja assim.

Com os portugueses, as empresas portuguesas, os clubes de futebol, as associações, as agremiações e tudo o resto de rastos, só ficam duas ou três classes para actos megalómanos de transferências em época de defeso.
Falo, naturalmente, dos políticos e dos agentes da justiça.

O blog Gosto de Ti Assim teve acesso, em primeira mão, a algumas das vendas e compras que se estão a preparar para o mercado de Inverno.
Como já foi noticiado, o Bloco de Esquerda admite comprar o passe de Manuel Alegre ao PS. Ainda são desconhecidos os valores da transferência, mas, ao que conseguimos apurar, o negócio envolve a cedência de José Sá Fernandes aos socialistas de Lisboa, embora António Costa preferisse Ana Drago por razões óbvias.
Manuel Alegre é um avançado com características especiais, reconhecido pelo seu pontapé forte de fora da área, tiros certeiros na própria baliza.
Há já algum tempo em diferendo com o treinador Sócrates, este ponta-de-lança tem a mania de responder a todas as perguntas dos jornalistas nas conferências de imprensa e continua a pensar que vale pelo menos um milhão de sócios.
Sentado no banco dos dispensáveis, Alegre ou o jogador poeta, como lhe chamam alguns, só se levanta para votar contra as tácticas da equipa técnica.

O PCP, outro clube popular, veio já revelar que não está interessado na aquisição do jogador, e que, neste mercado de Inverno, apenas tem para vender o passe de Odete Santos, jogadora afastada dos relvados por decisão da Comissão de Disciplina desta liga.

O recentemente eleito presidente do CDS (agremiação desportiva de direita) prometeu em campanha grandes contratações para o clube. Resta saber se agora eleito vai cumprir as promessas.
Paulo Portas, assim se chama o novo presidente do CDS, apresentará no mercado o passe de Luís Nobre Guedes. Ao que tudo indica está pronto para empréstimo a outra agremiação qualquer, mas este blog sabe que o jogador apenas estará interessado em assaltar a cadeira do poder e não admite sair para um clube ainda mais pequeno.

Outro clube que trará novidades chama-se PSD, um clube com um longo historial na modalidade mas actualmente em sérias dificuldades no campeonato.
Fontes próximas do clube indicaram-nos que a falta de firmeza, do conhecimento do fenómeno desportivo e a fraca fotogenia da presidente, poderá envolver o clube em novas eleições a curto prazo.

Mas não é só nesta liga que as transferências estão ao rubro, o mesmo se passa noutro campeonato – o da Justiça.
Fazendo fé nas nossas fontes, alguns juízes do TIC (outro clube da capital), numa operação chamada de Cifrão Dourado, preparam-se para adquirir o passe de vários jogadores, depois de terem já garantido a contratação de Oliveira e Costa para a prisão da PJ.
Na calha estão, para já, alguns presidentes e ex-directores do clube BCP (associação cultural e desportiva do norte) que poderão vir a integrar e enriquecer o plantel de vários estabelecimentos prisionais do nosso país.

Como se vê, caros amigos, quem disse que no defeso não estaria vivo o mercado das transferências?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bendita Crise


Estou um bocadito farto desta farsa da crise!
Eu sei que para alguns o que direi será uma heresia, mas desculpem lá o meu mau feitio.
Apesar de ter um certo sentimento de atracção pelo mundo dos números, confesso que há coisas que me mexem com os cordelinhos que tenho dentro da cachimónia.
Então se estamos no meio de uma gravíssima crise, de carácter mundial e tudo, e se andam os economistas (astrólogos do sistema e arautos da desgraça) às voltas com as previsões - quase sempre erradas, porque é que eu acho que o povo até em razões para agradecer.
Eu explico.

Os políticos (com p pequeno e até os que têm P grande, conforme o que disse uma deputada do PS, sobre as faltas dos deputados, de quem não me lembra o nome, mas também não importa, é bonita e devia aparecer mais vezes a falar de qualquer coisa mesmo que sejam parvoíces, porque a uma mulher assim perdoa-se tudo e eu nem sabia que o PS tinha deputadas daquele “calibre” sejam mulheres com P pequeno ou grande).
Dizia eu, e para sintetizar, os políticos, os economistas, os especuladores, os aproveitadores, ex-maoístas, e outros que tal, andam numa lufa-lufa de reuniões, cimeiras e outras sessões, preocupadíssimos com a crise. Tentam, por todos os meios reais e imaginários, dar a volta ao arco do tempo e resolver este problema como se fosse a última coisa que quisessem fazer em vida.
Mas vão com calma!
Por favor não tenham pressa!

É que eu acho que o povo até está a gostar desta coisa a que V. Excias. determinaram chamar de crise.
Então o preço do petróleo não está melhor?
A gasolina e o gasóleo não estão mais baratos?
As lojas não estão a baixar o preço especulativo que ostentavam nos rótulos?
Não voltámos a ter frutas e legumes mais baratos, apesar de mais pequenos?
Pois, está bem, continuamos a ganhar o mesmo.
Mas nós já ganhávamos mal!

A crise é realmente sentida por quem a teima a enfiar pelos nossos olhos.
Quem verdadeiramente tem medo desta crise são os bancos e banqueiros, os senhores do dinheiro e outros poderosos. Aqueles a quem o governo se apressou a estender as mãos cheias de milhões, não fossem os coitadinhos ter de passar a jantar em casa como toda a gente.
Tenho para mim que a crise poderá ser uma invenção dos ricos para subjugar os pobres.
Penso, ainda, que, ou é de mim, ou o povo até está a gostar desta crise.
Mas serei só eu?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Vai e sorri, mesmo que seja por coisa nenhuma.


Uau! Vieste de salto alto.
Gosto de ti assim...
Vestida e calçada para arrasar!
Hei! Espera!
Não fujas.
Disse alguma coisa que te magoou?

Ainda bem! Estava a ficar preocupado.
Não vás assim tão depressa. Assim não consigo acompanhar-te.
Pára!
Olha para mim!
Deixa-me falar-te nos olhos.
Um bom dia para nós já não chega.
Estás bem?

Claro que me preocupo contigo! Mas que raio de pergunta é essa?
Afinal, vivemos ou não uma vida a dois?
Concordo que apenas vivemos estes nossos cruzamentos temporais, mas são nossos, só nossos estes momentos.
Porque foges?
Porque teimas em esconder-te?

Cheio de perguntas?
E tu.
Vazia de respostas.

Sabes?
Estava para aqui encostado, neste muro de musgo, à tua espera.
Não que o fizesse conscientemente, mas quase empurrado pelo desejo de voltar a ver-te, nem que fosse só mais uma vez.
Claro que não tinha certeza de nada. Quem tem?
Mas enganava a minha realidade com o meu querer. E como vês, concretizou-se.

Sorte?
A sorte não se organiza assim desta maneira, não há fórmula matemática para a sorte.
Eu pensei...

Claro que penso em ti.
Posso não o fazer 24 horas por dia, mas sim! Penso em ti.
Penso que um dia estes nossos momentos serão mais do que isso, breves momentos.
Afinal o que é um momento?
É aquilo que quisermos.
Não podemos sistematizar a sorte, mas poderemos sempre dilatar o instante.

Confessa que também sentes falta destes nossos efémeros encontros.
Aposto que sempre que viras aquela esquina, temes que eu não esteja aqui, pronto para te suster.

Convencido?!
Como posso ser convencido, se só tu paras para me ouvir?
Olha para os outros.
Vês alguém?

Sim, sei que são muitas pessoas.
Mas vês alguém?
Não sentes o vazio que transportam.
Corpos em mentes de nada.
Caras fechadas, sem desenho do menor sentimento, como espíritos abandonados vagueando num mar sem intuição, percepção, sem mágoa...sem um sorriso.
Sabes quanto custa um sorriso?

Viste?
Não custa nada.
Ficas linda assim.
Vai e sorri, mesmo que seja por coisa nenhuma.
E quando voltares a dobrar aquela esquina, não precisarás que eu esteja aqui para te fazer sorrir.
Adeus semana, até para o ano.


O meu sorriso de hoje vai para a minha afilhada Sara.
Que sejas muito feliz.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

E se um dia o povo acordar mal disposto?




Anda o burgo às turras por causa das dioxinas na carne, da recessão, dos parlamentares (ou será para lamentares?) ausentes, dos lucros de 6 milhões por dia que a banca tem (coitados), e outras tretas.
Mas será que ninguém se lembra de falar no que realmente é importante?
E o que é realmente importante?
Uma senhora que foi operada em Lisboa e que, não conseguiu que uma alma caridosa, lhe tirasse os pontos em Faro? Não!
As filas de espera que continuam por uma consulta num médico de família? Não!
Os portugueses que ainda hoje, neste país de “Magalhães” continuam com fome? Não!
A pesca Lusa destruída por política de abate? Não!
A agricultura, fonte de subsídios europeus, que pagaram jipes e Mercedes a alguns, e que acabaram com a vida de tantos, tornando Portugal um dos países que, com terras ao abandono, importa tudo o que come? Não!

Confesso que sinto uma atracção quase fatal pelo pessimismo do Dr. Medina Carreira (tal como eu anti “Magalhães”), cada vez que o ouço fico preso.
Ontem foi um desses dias.
Em entrevista à SIC Notícias, mais uma vez, lhe dei razão em tudo o que disse.
Mas uma coisa me preocupou muito.
Habituado a que o tempo lhe dê razão, referiu o Dr. Medina Carreira, que teme que o que se passa hoje na Grécia se possa viver no nosso país.
“O país está a empobrecer e, desta vez é de temer, que empobreça com muito barulho.”
Barulho semelhante ao que paira nas ruas gregas, com jovens (muitos deles com formação superior) sem perspectivas de futuro.

A dívida externa de Portugal aumenta dois milhões de euros por hora.
Leu bem dois milhões de euros por hora.

Com o actual estado desta política e destes políticos, que apostam em propaganda, que nada faz para aproveitar e desenvolver os recursos internos do nosso país.
Com o actual estado da justiça, onde todos os ricos se safam e todos os pobres são condenados.
Com o actual estado da educação.
Temo que o tempo, mais uma vez, dê razão ao Dr. Medina Carreira.
E se um dia o povo acordar mal disposto?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ora deixe-me cá...

Começamos esta semana com um desafio:
Onde podemos encontrar mais deputados no nosso país?
1- Em casa deles
2- Em casa delas
3- Na minha casa
4- Na piscina
5- No armário da cozinha
6- No sofá da sala
8- Em casa da tia Margarida
7- No parlamento
Se respondeu parlamento, tche...tche...tche...você está mesmo desactualizado.
Então isso é lugar para procurar um deputado?!
Mas você está em Portugal, lembra-se?

-Sebastião! Oh Sebastião!
Acorda home, não vês as horas?

Coitado do Sebastião, sempre entretido nas suas pequenas coisas.
O Sebastião até nem é homem para se deixar assim, sem quase fazer nada.
Nem um ruidito por mais pequeno que fosse, se poderia ouvir dos seus pensamentos num dia assim.
É que ninguém lhe arrancava vocábulo!
Estava assim porque sim, e pronto.
Adelaide já lhe conhecia a manha.
- Hum! Quando ele fica assim, mais vale deixá-lo.


Pois eu sei, é como eu.
Quando eu estou assim também acho que mais vale que me deixem.
São aqueles dias em que não me apetece fazer nada.
Mas faço e sabem porquê?
Porque, como diz o povo "Ele não vem ter a casa".
Mas poderá o nosso Sebastião Fazer o mesmo?
Ficar assim sem fazer nada?
Claro que sim.
Basta imaginar que o Sebastião é deputado desta nação valente e imortal.

- Vamos Sebastião, está na hora de ir para o parlamento, filho.
- Hummm!Fazer o quê?

Ora o quê? O que faz o Sebastião?
O Sebastião come tudo tudo tudo.....


NÚMERO DE FALTOSOS

230 DEPUTADOS JÁ DERAM 1039 FALTAS DESDE 19 DE SETEMBRO DE 2007

PS: 516
OPOSIÇÃO: 523

TOTAL: 1039

PSD: 428
CDS/PP: 40
BE: 30
PCP: 27
PEV: 0


Foi assim em Maio de 2008

Hoje discute-se a carochinha de sempre...

Os deputados faltosos, o puxão de orelhas da líder do PSD, o regozijo e recriminação de Filipe Meneses, etc, etc, etc...


Senhoras e Senhores

Este é o CIRCO PORTUGAL!
.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Merecemos pessoas assim


Numa época em que nos fartamos de dizer mal de tudo e de todos, gostaria de salientar, hoje, algo de positivo apesar de estar por detrás de uma tragédia.
Falo do naufrágio do pesqueiro “Rosamar” na costa da Galiza que tirou a vida a vários homens do mar portugueses e indonésios.

Entre tamanha tormenta de sentimentos, serve este post, para elevar a minha profunda admiração pelo comportamento do proprietário da embarcação o galego Jesús Lavayén.
Desde o primeiro minuto que respondeu a todas as perguntas dos jornalistas, sem nunca se cobrir por qualquer manto de indelicadeza, prepotência, arrogância e rudeza tão protagonista nos responsáveis, quando colocados perante tamanho e terrível acontecimento.

Vi Jesús Lavayén presente e disponível, desde o primeiro minuto, a chorar a sentir e a garantir, dentro do que é humanamente possível, a minimização da dor provocada aos familiares das vítimas.
Vi Jesús Lavayén responder a todas as perguntas e disposto a todos os esclarecimentos disparados pelos jornalistas.
Nunca se escondeu.

Poderei estar enganado, mas o que absorvi das palavras e das imagens das televisões nacionais e espanholas, ficou-me a simpatia por um homem simples, verdadeiro e com sentimentos. Algo a que não estamos habituados no nosso mundo empresarial, e, especificamente, numa área tão agreste, dura e rude como é a arte do mar.

É um duelo diário que nunca ganharemos.
No mar ficarão os nossos desejos e as nossas verdades.
O mar acabará por engolir a vida e o recheio da alma, sem hesitar, sem nos dizer quando nem porquê.
O mar que é vida, também será sempre a morte.
Ele atrai e repele, num jogo perpétuo da força. É a natureza onde os extremos se tocam.
Choramos hoje o destino, mas amanhã a coragem volta a ganhar força e este mesmo mar, que nos arrancou as lágrimas, nos dará o sorriso, o pão e o amor.
O mar merece homens como Jesús Lavayén.
Nós merecemos mais pessoas assim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ser mãe

Há dentro de ti tanta mãe,
que suspira o universo
cada vez que olhas para mim.
Há dentro de ti tanta mãe,
que o amor fica pequeno,
com um sentimento assim.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Palavras de um meu rebento: Sonhar


Sonhar é viver a realidade adormecida.
Uma vida sem deveres nem obrigações.
Um jogo onde são tomadas grandes decisões.
É tão simples como a morte, a fome e a pobreza.
Tão difícil como ser alguém, viver e não ter.
Sonhar é partir independentemente de chegar.
Sofia Cardoso

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Preparem-se! O que vem aí não vai ser nada parecido com o que já veio...embora possa ser muito semelhante.


Muito me espanta a capacidade do protesto nacional.
Somos um povo sempre disposto a protestar por tudo e, na maioria das vezes, por nada.
Não sou contra o protesto!
Acho mesmo que o protesto é uma arma tão digna como a ponta de uma caneta.
Neste país o protesto faz-se por ondas.
Estamos agora na onda da educação.
Na crista estão os professores e o modelo de avaliação, e os alunos que exigem qualquer coisa que não se percebe muito bem o que é. Quando se pede a um aluno para explicar por que faz greve ou protesto, ele balbucia dois ou três fonemas e depois vêm os outros gritar: “Tá na hora, tá na hora da ministra iiiiiiiiir embooooora!”.
Pelo protesto entende-se que não devem querer que a ministra trabalhe até tão tarde, que se lembre que tem família em casa à espera do jantar e que isto de trabalhar até depois das 18h não se faz até porque há meias para coser e roupa para passar a ferro.
Alguns vão até mais longe e dizem que estão em greve porque os outros também estão, ou porque sim, uma das razões actuais mais válidas.
Há ainda os verdadeiros que, a medo, admitem que não sabem porque fazem greve.

Depois da onda da educação, o blog “Gosto de Ti Assim” conseguiu, sempre à custa de muito trabalho e “idóneas cunhas”, saber quais serão as próximas ondas do protesto nacional.

- Agendada para Janeiro está já a insurgência, contra a estupidez de ter gasto três subsídios de Natal em peúgas e after-shaves para meia família e bonecada (que deixa de funcionar em dois dias) para a outra metade.
- Fevereiro irá trazer às ruas do nosso Portugal, milhares de brasileiros radicados, que protestarão contra a chuva que cai em mês de Carnaval.
A este desígnio juntar-se-ão ainda mais milhares de portugueses a reclamar uma semana de feriado, um “sambódromo” no Porto, outro em Lisboa (no Algarve serve o estádio municipal do Loulé), garotas descascadas, cerveja e preservativos à borla.
- O mês de Março será agitado pelas bandeiras e os cartazes dos alunos do ensino básico, contra a alegada indestrutibilidade do computador “Magalhães”. Afinal, depois de cinco pontapés e dois mergulhos nas poças de lama das escolas, aquela coisa não funciona. Nem sequer tem altura suficiente para fazer de marcador de baliza nos intervalos das aulas.
- Em Abril é caso para dizer, “protestos mil”.
Serão os ex-combatentes, os combatentes, os sem batentes e sem patentes, os produtores de cravos, os fascistas, os optimistas (que votaram neste governo), e outros “istas” da nossa sociedade.
Abril será uma das ondas mais agitadas do protesto nacional porque teremos ainda os Capitães de Abril a desdobrarem-se em entrevistas, e o povo exaltado com o sono que provoca o discurso do Exmo. Senhor Presidente de República em dia feriado.
- Maio é o mês da luta.
CGTP e UGT, os verdadeiros filhos da luta, saem à rua com os mesmos panos negros ou vermelhos e as frases rasgadas dos últimos anos. Todos, de punhos no ar, tentarão dar murros na atmosfera como se estivessem a esmoucar a cara do Sócrates.
Ainda em Maio, na última semana, sairão à calçada seis milhões de benfiquistas a protestar contra mais um campeonato ganho pelo Futebol Clube do Porto, ostentando cartazes com o dito: “SLB! SLB! Para o Ano É Que Vai Sê!”.
- Em Junho os portugueses vão finalmente perceber que se protestaram pelo aumento dos combustíveis e consequente aumento do pão e outros bens essenciais, então como o petróleo baixou, seria de reclamar a baixa dos preços que se apoiaram na escalada do ouro negro.

Estamos ainda a apurar que outras ondas do manifesto nacional farão parte da agenda para os restantes meses do nosso calendário, mas para já a tarefa afigura-se difícil pelos entraves apresentados pela CMVM e o Banco de Portugal à instituição de crédito que me financia o pagamento das “luvas” às “idóneas cunhas”.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Batedores de Palmas e Outras Prestezas do Mundo Televisivo Nacional


Hoje, entre uma troca de fraldas ao meu “Magalhães” e uma roupinha a corar no estendal, dei uma espreitadela aos programas da tarde das nossas televisões generalistas.

Na SIC umas quantas “figuras e aberrações” falavam de outras tantas, num embaraçado de coscuvilhice de meter, não só o dó mas como as outras notas musicais todas, no Grande Livro do Parvoeiro Nacional.
Na TVI, nada de novo, a Júlia continua aos berros e a fazer coisas esquisitas com convidados e assistentes.
Conseguindo, entre um assassinato e uma doença de pele, meter um concurso onde se apregoa dinheiro em troco de nada.
Na RTP1, o programa Portugal no Coração, continua a ser um dos mais equilibrados, sem os temas “da lágrima fácil” e “da faca e alguidar”, mas muito light estilo água de colónia, que nunca chega a perfume.
Salve-se a Tânia Ribas de Oliveira com a sua simpatia, segurança e equilíbrio.
Na RTP2 encontrei o Zig Zag a melhor programação para as crianças, com séries e desenhos animados educativos e atraentes.

Uma coisa que muito me espantou, foi a capacidade manifestada por algumas pessoas que participam nestes programas (SIC e TVI particularmente).
Ao princípio pensei que não eram reais, talvez uma grande cambada de robots, com muito pouco para fazer, em tempo de aperto nas produções dos filmes da coisa imaginária.
Não! Estava redondamente enganado.
Eu sei que não vão acreditar, mas são mesmo pessoas que assistem a estes programas, lá no estúdio, e batem palmas, riem, choram, esbofeteiam, gesticulam extravagantemente, depenam-se, coçam-se e muito mais.
Quase me apetece dizer que só lhes falta falar, de resto fazem tudo.

Consegui perceber que é diversificada esta classe dos “Batedores de Palmas e Outras Prestezas do Mundo Televisivo Nacional” (BPOPMTN).
Ali vê-se de tudo, desde a velhinha, à quarentona, ao rapaz em idade escolar, ao ex-combatente da grande guerra, enfim...todas as etapas que lavram a duração ordinária da vida.
Consegui apurar, ainda, que muitos deles estão lá todos os dias.
Foi aí que me passou pela cabeça um rolinho de perguntas:
“Mas esta gente não tem mais nada que fazer?”
“Ser um Batedor de Palmas e Outras Prestezas do Mundo Televisivo Nacional é uma profissão?”
“Onde se aprende?”
“Que características se deve ter para se um bom BPOPMTN?”
“Terá alguma coisa a ver com as Novas Oportunidades?”
“Se eu tiver só um braço também posso ser um BPOPMTN?”
“Será que as televisões ganham dinheiro para tomarem conta daquela gente durante 2 ou 3 horitas?”
“E depois do programa como será chegar a casa?”

Imagino uma cena do género:
- Então querida, como foi o teu dia?
- Ah! Deixa-me homem! Hoje estou de rastos...foram dois aleijadinhos, um rapto, um tiroteio, e depois ainda tivemos a patranha do pato careca que ficou triste depois de saber que o seu dono o trocou por um gato persa.
- Ui!...Isso foi muita lágrima. E palmas, não houve?
- Claro que sim! Por quem me tomas? Não te esqueças que estes programas têm sempre a rábula de humor.
- Ah! A rábula. Mas aquilo não tem piada.
- Não tem piada?!!! Olha só não te dou um estalo, porque me doem as mãos.
E além disso a dona Julinha amanhã vai-nos ensinar uma coreografia nova.

É estranha esta forma de vida, não é?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Então, continuação sim?

Às vezes apetece-me falar das coisas, aquelas pequenas coisas de todos os dias, mas que nos dão cabo da cabeça.
São manias!
Há coisas que eu não entendo e, o pior de tudo, é que não entendo porquê.

Hoje dei comigo a pensar sobre aquelas pessoas que têm uma frase para quase todas as conversas. Aliás, acho que a palavra quase, era dispensável no período anterior.
Estas pessoas têm mesmo estudada, e na ponta da língua, uma frase para nos atirar às trombas seja em que momento for.
Há algumas mais detestáveis que outras, eu tenho mesmo um top, estilo top mais nacional, desses estribilhos modernos que me causam grande aleijão ao encéfalo.
São expressões que, com origem urbana, se espalharam já pelo interior do país ao mais grave estilo pandémico.
É que já não se pode escapar!
Da gripe da aves ainda duvido, agora desta maleita das novas frases não tenho dúvidas o país está tomado.

Se repararem vão verificar que aparecem em qualquer conversa, independentemente do grau académico, idade, sexo ou religião do interlocutor, embora funcione melhor, e não sei porquê, em empregados com muito pouco para fazer, explico mais à frente.
Basta meio dedo de conversa e tunga toma lá feijões.
Aparecem sempre estejamos nós a tomar um café, fumar um cigarrito, ou até a fazer uma rendita.

Ora imagine que alguma pessoa que você conhece chega ao pé de si disposto a “enrolar fiado” ali cinco ou dez minutos.
Normalmente são pessoas que pouco fazem, têm solução para tudo, conhecem meio mundo e o outro meio, mas quando questionadas sobre o seu trabalho são capazes de fazer o sol andar à volta da terra, só para que acreditemos que são os mártires da empresa. E depois bufam, passam as mãos pela cabeça, viram os olhos para cima e encolhem um bocadinho a testa até se desenharem uns pequenos riscos horizontais exclamando sempre, em voz cansada: “Oh pá! Nem me digas nada!”
Se eles não querem que lhes digamos nada, porque é que vieram ter connosco?
Mas mesmo assim não desistem e avançam: “Então tá tudo?”
Mas tudo o quê? O que quer que lhe diga? Sobre o que quer, realmente, falar? Sobre a minha saúde, a educação dos meus filhos, o aumento da gasolina, o período fértil da minha mulher?

Pouco nos restará mais do que responder na linguagem deles e dizer:”Tá.”
Não caiam na asneira de devolverem a pergunta, porque se o fizerem ficam por vossa conta e risco.
Arriscam-se a receber um rol desabafos quase tão grande como o número de páginas do processo casa pia.
Ele perguntara-nos como estávamos mas, na primeira curva, levamos com uma avalanche de treta a dizer-nos como ele está.

Mas muito dificilmente conseguiremos abreviar ou fugir a este tipo de conversa.
Há alguns destes espécimes que a seguir perguntam sempre:”Sabes da última?”.
E qual é a nossa tendência?
É devolver a pergunta:”Qual?”
Erro crasso.
Caminho livre para o nosso amigo, contar aquela anedota, que os nossos ouvidos já vomitam pela enésima vez. E depois só o outro é que se ri, e nós para parecermos simpáticos, fazemos o nosso melhor sorriso amarelo e dizemos: ”Tá muito boa, sim senhor.” E pensamos: “...da-se, que mal fiz eu a Deus para levar com este gajo agora?”.

Estes tipos usam muito um: “Amanhã também é dia.” , e repetem frequentemente: “Ouve lá!” e “Tás a ver?” depois se o assunto virar para as doenças o médico que eles conhecem é sempre: “Um grande médico, dos melhores do país e chefe do serviço de um hospital qualquer”.

No fim chega a apoteose.
É aquilo que me dá, verdadeiramente, volta à cachimónia.
Estes nossos “queridos” despedem-se sempre: “Então pá, continuação!”
!!!
???
Hellooooo!!!!!
Continuação?!
Continuação, pressupõe um complemento.
Continuação de quê?
Continuação de boas conversas com parvos como tu?
Continuação de boa saudinha?
Continuação de bom dia, boa noite?
E quando um tipo está doente?
Continuação da doença?
Por amor de Deus!
E os piores são aqueles que vão, ainda, mais longe chegando mesmo a
desejar-nos: “Boa continuação”.
Porquê?
Têm medo que a continuação não continue?

Bem parece que já entenderam a ideia.
Sou só eu, ou vocês também têm amigos assim?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Sol Fica-te Bem




Estás linda, hoje.
Não que não sejas particularmente bonita nos outros dias mas, hoje, estás especialmente bonita.
Tens aquela coisa especial, um toque, um gesto, um brilho, uma aura.
Estou convencido que hoje um sorriso teu consegue conquistar seja o que for.
De vez em quando sabe bem ver-te assim, sabes-me bem.
.
Sim eu sei que ainda tens “as tuas coisas”, que me entregas alguns dos problemas de sempre, que me irrita essa tua mania da incerteza, de não poder saber com o que devo contar no dia seguinte, mas, ainda assim, gosto de ti.
.
Não! Não te suporto, gosto de ti, é sério!
Não perdes a mania de me julgares oportunista e de castigares sem me ouvir.
Mas até isso te vou perdoar.
E sabes porquê?
Porque hoje estás particularmente bonita.
Não por fora, como sempre.
Por dentro.
Onde as coisas são verdadeiras, onde o teu corpo mistura os fluidos e sente.
Hoje és verdadeira.
És a minha verdade, mesmo que conheças a mentira.
.
Gostei de te conhecer assim.
.
Ah! Sabes?
O sol fica-te bem.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Coisas que me atravessam a cabeça no Natal, embora não aqueçam nem arrefeçam esta época de amizade, paz e outras cenas assim.


É dia primeiro de Dezembro, e está oficialmente inaugurada a época de caça à prenda, perdão, a época da dádiva do amor pelo nada.
O PCP termina mais um congresso cheio do habitual, com discursos e punhos cerrados no ar, com gritos estonteantes de “Assim se vê a força do PC” e outros que me é difícil entender (com o barulho dos putos a correr pela casa em dia feriado).
Ainda espreitei para a tv, entre uma orelha e a outra do meu puto, para ver se o Jerónimo ia anunciar que a Odete este ano seria o Pai Natal vestidinha a rigor, mas não!
Pelos lados do Campo Pequeno, tudo pequeno e certinho com dantes.

Mas esta coisa do Natal tem sempre algo que me embaraça as ideias.
Desde logo uma pergunta que ando há anos para fazer e sempre que a arrumo na ideia, pumba...esqueço-me.

“Por que raio é que os anúncios de televisão a perfumes são sempre feitos em Inglês ou Francês?”
Será que se forem feitos em português a essência perde-se, e passam a cheirar menos bem?
Será que ninguém compra um frasquinho só porque é anunciado na nossa língua materna?

Mas o Natal traz também outros fenómenos que me atrapalham os ideais.
Sim! Eu sei que nesta época estamos com o coração mais aberto, com a mente mais receptiva, com a carteira mais disponível (?), despidos de preconceitos, e carregados de roupa até às orelhas.

Mas esta coisa das campanhas, para ajudar os pobrezinhos, os reféns, os aleijadinhos, os bombeiros, a ajuda de mãe, a ajuda de pai, a ajuda do vizinho, os hipopótamos, o Tony Carreira, os gatos perdidos no meio da selva, os macacos dos testes científicos, os vendedores de “Magalhães”, o banco alimentar, os bancos em rotura financeira depois de terem acumulado lucros ao longo de uma pipa de anos, entre muitos outros, não me parece muito oportuna.

São campanhas para tudo e para todos.
O povo lá vai dando, um euro para aqui, um saquito de arroz para ali, um sorriso para o outro, e um “Já dei” para outro ainda.
Admito que há campanhas que aproveitam a festividade e são, de facto, oportunas e desejáveis, mas outras há que se limitam a montar barraca à porta do centro comercial e a arrancar uns cobres em troca de um autocolante que ninguém lê.

Outras perguntas que me atravessam o pensamento são:
“Há alguém que controle isto?”
“Será que o dinheiro que damos, vai mesmo para os que dele necessitam?”
Não sei porquê, mas continuo a pensar que há muita gente que se aproveita da boa vontade nacional.

Serei só eu?

domingo, 30 de novembro de 2008

Vestido Negro


Lá vens tu, com esse vestido negro.
Preto como o breu que trazes no pensamento.
Negro como o olhar que me dás,
em troca de um só momento.
Olho em frente, e lá estás tu...
Linda com esse vestido negro,
amarrotado ainda
pelo peso do meu corpo.

E tu com esse olhar tão negro,
tão presente e tão profundo.
Negro como é negro o manto
que envolve o nosso mundo.
Preto, como esse vestido que trazes
na pele, que te desenha os dias,
que te rasga a vontade,
e que te faz fazer tudo o que fazes.

O teu vestido negro cobre-te o ser,
e disfarça-te a alma.
Esse teu vestido negro
rebenta em pedaços o sentido da calma.

Vejo-te, sempre assim, linda
e perco o sentido.
Já não sei se ele és tu,
ou se tu és o vestido.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Não sabia que eras assim...




Hei!
Passas assim e....nada!

Hoje quase nem me ligaste o dia todo.
Que é que se passa?
Estás naqueles dias?
Não?!
Então porque não falas comigo?

Não digas isso. Não são nada muitas perguntas só para um trocar de olhar.
Lá estás tu com essa mania de meter a poesia em tudo.
Tens a noção, que há gente que não sente, gente que não ouve nem lê?
Sabias que há gente que não se importa e gente que nem vê?
Porque é que te julgas assim tão importante?
Incapaz de olhar para mim, de me dizeres, ao menos, bom dia.

Ah, ah, ah, essa é boa!
Dizes sempre isso, mas só quando te convém.
Agora a culpa é minha!
Eu, que faço tudo por cruzar todos os dias o meu destino com o teu?
Eu, que, todos os dias, bebo a tua luz, respiro o teu ar?
Eu, não!
Eu, não tenho a culpa.
Sabes?
Há coisas que não se explicam e esta nossa atracção também é assim.
A culpa é das palavras, que não nos deixam em paz.
E se, entre nós, não existissem as palavras?
Poderíamos ser tão felizes.
As palavras tudo fazem e tudo desfazem, não é?
Sabes?
Acho que o nosso amor é calado.
Um amor que não se funde enquanto existirem as palavras.

Mas estamos para aqui a falar há séculos e ainda não te disse o que queria.
Não! Calma!
Não vais começar, outra vez, com essas tuas lamúrias.
Não temas, desta vez não te vou julgar, aliás prometi não o voltar a fazer.
E desta vez é para cumprir. Juro.

Irra!
Outra vez?!
Mas eu não sou como todos!
Já me irrita isso que teimas em dizer.
A propósito, isso é o quê? Uma cena de mulheres?
As gajas agora têm todas essa mania, é?

Como?
Gostaste?!
Gostas que te chame assim?

Outra vez?
Não.
Está bem, eu digo.
Gaja.
O quê?
Gaja, gaja, gaja...
Não sabia que gostavas assim tanto.

Se te conhecesse?!
E porque não, se te revelasses?
No fundo estou a ver que o que realmente te atrai, é a vulgaridade.
É curioso. Nunca imaginei isso de ti, sempre te vi de maneira diferente.

Sim, também acho.
Se calhar foi por isso que nunca conseguimos ter uma conversa assim.

Não digas isso.
Claro que tiveste culpa, mas eu também.
Sabes que mais?
O que importa o passado?
Nada!
O que ficou para trás ficou, ponto final.

Vamos começar outra vez.

Adeus semana, vou esperar por ti um ano inteiro.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Verdadeira Manif

Recebi por e-mail e não resisti.

O Beijo


As ideias mais felizes do mundo, normalmente, são também as mais criticadas e, permitam-me, as mais malucas pelo menos no tempo em que são proferidas. Isso acontece aos melhores. Não quero com isto chamar maluco a ninguém. Foi assim com um número bastante alargado dos melhores exemplares da nossa espécie. E depois, pumba! Com o tempo provou-se que tinham razão. São, como dizem os nossos jovenzinhos, seres muito à frente. Estão a ver a cena? Tipo, sei lá, seres muito à frente. Mas tótil! Assim, tipo, bués.
É curiosa esta maneira de falar, só me irrita um bocadinho porque o corrector do “microsoft word” está sempre a assinalar erros ortográficos. Mas paciência.
É a evolução, dizem uns.
É uma merda de educação, dizem os outros que ainda vivem no tempo em que a palavra pesava um pouco mais que um acto.
Acho que a língua é uma coisa viva e por isso dinâmica (não, seus marotos...já estavam a pensar que eu ia falar no tão polémico acordo ortográfico). Não. Não vou agora. Falo um pouco mais à frente quando não tiver temas suficientemente inócuos para abordar.
O que eu quero focar neste momento é mesmo o que se faz com a língua – o órgão que fica situado na cavidade bocal e que serve para muitas coisas, entre as quais os famosos linguados, não o peixe pleuronecto de corpo achatado, muito apreciado e vulgar na costa de Portugal, mas beijos de fama mundial celebrizados, publicitados e amplificados no nosso país através das diversas telenovelas e filmes estrangeiros de cariz muito, pouco ou mesmo nada duvidoso.
Já pensaram que o beijo foi das coisas que também evoluiu nestes últimos, talvez, 20 ou 30 anos?
É isso, o beijo. Tanto falamos dele, tantos damos, ou pelo menos devemos dar - senão mais vale olhar para o espelho ou ir a correr ao psicólogo mais próximo ou então ir ao dentista. Mas será que alguém já parou para pensar nele? Não no dentista...no beijo! Creio que não.
Pensem lá como seria imaginar certas pessoas a beijarem-se?
É esquisito imaginar o Sr. Presidente a introduzir a sua língua na boca da primeira dama por, pelo menos, 2 ou 3 minutos, ou, por exemplo, Mário Soares oscular longamente Maria Barroso. Seria também estranho imaginar num longo beijo, Luís Filipe Meneses, Manuela Ferreira Leite, Victor Constâncio, Francisco Louçã, Zita Seabra, Jaime Gama ou mesmo Jerónimo de Sousa. Já mais fácil é imaginar, Pedro Santana Lopes, Ana Drago, Nuno Melo entre outros.
Imaginem lá, os vossos avós, ou se conseguirem ir mais atrás vão. ... ... Estão a ver?! Devia ser uma coisa tipo Pepe Rápido, a coisa, quando ia, não ia além do toca e foge.
O beijo não seria mais do que o poisar levemente os lábios nalguma pessoa normalmente de sexo diferente.
Agora não!
Isto demora o tempo que demora, tem o seu ritmo, a sua onda. Tudo se beija, em todo o lado, a todas as horas, e mesmo sem reparar no sexo, ou, às vezes, até no que se está a beijar.
Como estão a ver o beijo evoluiu mas continua, a ser aquela cena romântica, com que um tipo brinda uma dama, e cria aquele ambiente onde, normalmente os nossos jovenzinhos ficam com cara de parvos e todos vermelhos com as borbulhas quase a rebentar.
Serve isto tudo, meus amigos, para dizer que eu atribuo importância ao beijo. Não que tenha personalidade jurídica, mas, para mim, é quase uma entidade no edifício do amor (uau que lindo e tão rasca).
Por isso não acho bem andarem a dar-se beijos por aí a torto e a direito.
O beijo está hoje pelas ruas da amargura, dá-se beijos por tudo e por nada.
Vai um gajo na rua e: “Hei! Olá! Toma lá beijnho.”
Vem um tipo do hipermerado, cheio de sacos, com os putos a berrar, a deixar cair a chave do carro e de repente aparece aquela pessoa que não víamos há séculos, e não nos importávamos de continuar a não ver, e pimba – lá vai beijo.
E pior pior, é o facto de agora todos os jogadores de futebol darem beijos uns aos outros quando são substituídos.
Mas eles dizem o quê?!
“- Olha pá fico imensamente feliz por te ver a entrar em campo, e ainda por cima vais substituir-me, és mesmo romântico, toma lá beijinho.”
“- Oh pá! Eu não estava nada à espera, foi uma coisa que o mister decidiu, e eu fiquei muito sensibilizado, toma lá beijinho.”
Isto é alguma coisa?!
Bem, se calhar, sou eu. Se calhar, estes são dos tais que estão muito à frente. Só que devem estar mesmo muito porque assim, pelo menos eu, não os vejo.
Ora, como teima em dizer uma pessoa amiga, poupem-me.
Ah! Beijinhos para todos

(peço desculpa mas por falta de tempo decidi repetir este post)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Comunicado

Já muito se tem falado do recente comunicado (ao estilo das conversas em família) do Exmo. Sr. Presidente da República, a propósito do caso BPN e das eventuais ligações (que ninguém sabia ou desconfiava) da mais alta figura do estado ao caso.
O blog “Gosto de Ti Assim” foi mais longe e, depois de investigar com todo o afinco e furar por muralhas intransponíveis, teve acesso, em primeira mão e exclusivo, a alguns dos próximos comunicados do Professor Cavaco Silva.

Comunicados agendados para divulgação, à média de um por mês:

1º - Vem o Sr. Presidente da República esclarecer, que, ao contrário do que se possa vir a desconfiar, não teve nada a ver, nem o seu nome poderá ser associado ao divórcio de Amy Winehouse.

2º - Esclarece o Altíssimo Representante da Nação, que, apesar dos boatos que eventualmente não surgirão, não tem nem teve nada a ver com a contestação que Paulo Bento faz frequentemente aos árbitros.

3º - Sua Excia. O Presidente Cavaco Silva, após demorada introspecção, sublinha que o seu nome, por mais que ninguém pense nisso, não poderá estar, ou aparecer, ligado a eventuais avarias que o computador “Magalhães” venha a manifestar depois de ter sido atirado mais do que uma vez ao chão, ter sofrido o derrame de uma ou mais latas de coca-cola, ou ter sido, eventualmente, utilizado como torradeira por famílias de baixos rendimentos com 5 ou mais filhos.

4º - O Professor Aníbal Cavaco Silva, sublinha, que o seu nome não deverá ser, de forma nenhuma, pronunciado ou até sugerido em assuntos que tenham directamente a ver com a resolução dos problemas reais dos portugueses.
Nunca Sua Excia., em actividades passadas ou presentes, se envolveu ou se envolverá por este caminho, sempre tortuoso e sujeito a rumores, oriundos de uma certa parte da população sempre interessada na atoarda ou na balela.

5º - Esclarece o Marido da Primeira Dama, que, neste momento, ainda se encontra a investigar e nem tem a certeza que algum dia tenha sido primeiro ministro deste país, ou até que tenha concorrido ao cargo de presidente da república.
Pelo sim e pelo não, e para evitar boatos ou desconfianças futuras, o Sr. Silva afasta, desde já, todas as dúvidas em relação a qualquer assunto que tenha a ver com o país Portugal, aliás, lugar que mal conhece, e duvida até que exista.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Desafios...ao sabor da corrente.


Apontado pelo indicador que sente o vento no “Rochedo”, que nos suporta o olhar e nos inunda as ideias, venho aqui, na onda calma da corrente, deixar-me levar pelos instintos do desafio.
Sem pregas no espírito que, todos os dias, me reclama a contradição, o desejo, a garra e o sentir.
Sem regras de humano invento, e sem colapsos ou quedas no meu índice de vontade, que flutua ao sabor do momento e da companhia.
Ainda assim sujeito ao jugo do tempo, onde a física se prova, e a lei de Newton se impõe...contrariada, agora na minha vida, pelo relógio que corre devagar e pela ciência que me empurra para a frente, sem que a carne responda ao impulso.
Escolhi por isso algumas músicas de Alan Parsons Project, não por ser o que mais gosto mas por ser o que mais se adequa ao meu momento.

És homem ou mulher? - I Robot
Descreve-te: - Eye In The Sky
O que é que as pessoas acham de ti? – Let’s Talk About Me
Como descreves o teu último relacionamento? – Standing On Higher Ground
Descreve o estado actual da tua relação. – La Sagrada Familia
Onde querias estar agora? – Some Other Time
O que pensas a respeito do amor? – Silence And I
Como é a tua vida? – The Eagle Will Rise Again
O que pedirias se pudesses ter um desejo? – Old And Wise
Escreve uma frase sábia. – Day After Day (The Show Must Go On)

Agitando as marés o desafio segue e convido a NI, Djinn e Pensador.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eduquê?


Tenho vindo a acompanhar as diversas manifestações, greves, palavrões e excitações dos professores contra a ministra da educação e a aquela coisa das avaliações.
Tenho para mim que a luta deverá ser justa, ou não levaria à rua tantos mestres da pena, giz e quadro negro.
Não, não é! Dizem uns tantos que argumentam com gestos sempre agitados e palavras repentinas atiradas à granada contra tudo o que mexe e se parece com um jornalista.

Nesta luta interminável, creio com todo o ser que o problema principal não será a ministra nem os professores, mas a arbitragem.
É assim como no futebol quando o sporting perde, empata ou ganha.
No sporting aparece sempre o Paulo Bento no final a dizer que o nojo lhe invade a alma, ou, para não ser castigado pela liga de clubes, que a alma lhe é invadida por um sentimento que ele sabe mas não diz.

Na educação, para mim o nojo é-me provocado pelos sindicatos, principalmente pela FENPROF, que seja qual for o governo ou o ministro, o que importa é sair e erguer as bandeiras e a voz contra o ministério.

O Sr. Professor Mário Nogueira é um árbitro nesta luta, presidente do sindicato que durante todos estes anos leccionou apenas cerca de 6 meses, tendo sido candidato a deputado pela CDU de Coimbra entre outras actividades.
Foi eleito para secretário-geral da FENPROF em eleições onde, pela primeira vez na federação, houve dois candidatos tendo atingido uma “maioria confortável” dos votos, mas sem resultados divulgados.
Não me admirava que qualquer dia víssemos ex-governantes, governantes, pais e até professores na rua a exigir a demissão de Mário Nogueira.

Poderão ser justas, como já referi, as lutas dos professores e os seus intentos de elevar o nível de respeito que a classe merece por parte de toda a sociedade e de todo o estado. Mas serão justas as formas como os sindicatos têm, ano após ano, contestado tudo e todos?
Será justo assinar um memorando de entendimento e depois dar o escrito por não escrito?
Não lhes parece que há uma “agenda grevista” elaborada pelos sindicatos para justificar a actividade e o tempo que os seus dirigentes dedicam à causa?
Não será a greve um género de “cosa nostra” da FENPROF?
Não estarão viciados à partida os resultados das negociações do governo com os sindicatos?
Não serão os professores também mal tratados e representados por este sindicato de esquerda que promove viagens a Cuba na sua página na Internet?
Não sou, nem nunca serei, contra a actividade sindical livre e empenhada na defesa dos direitos das classes. Mas são algumas questões que muitas vezes me invadem o pensar.

Começo a pensar que o Sr. Professor Mário Nogueira está para a greve como o Sr. Albino Almeida, presidente da CONFAP (Confederação Nacional de Federações de Associações de Pais – só o nome assusta) está para o governo. São amores que não de dissociam.
E para terminar uma sugestão.

Já que o Sr. Professor Mário Nogueira parece mais interessado em trazer os professores para a rua do que realmente discutir e participar na dignificação do estatuto do professor, pelo menos corte o bigode (é que já nem os árbitros o usam).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Palavras de um meu rebento...

O Sentimento

Num dia escuro de tempestade,
tudo é o mesmo.
A tempestade abraça a chuva
como se não houvesse amanhã.
As nuvens passeiam pelo mundo fora
querendo ter tudo,
uma última vez.
O céu prende os raios
como se tivesse medo de não os voltar a sentir.
*
*
E eu aqui,
choro,
sabendo que o facto de não te voltar a ter,
não era uma opção,
mas sim uma obrigação.
Nunca mais te vou poder abraçar,
como a tempestade.
Passear contigo,
como as nuvens.
E...prender-te a mim,
como o céu.
*
*
Agora cada vez que abraçar as lembranças
e passear com o medo,
vou lembrar o sentimento
que me prende a ti.
*
*
Obrigado Sofia é com muito orgulho que publico este texto teu.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A dita...mole


Estou farto destas cenas da política.
Já me é difícil distinguir o que é novela ou o que é notícia nas televisões nacionais.
O clique deu-se com esta Sra. que agora governa o PSD e que disse uma frase qualquer que fez as oposições encher as bochechas de ar e soltar uns baldes de perdigotos para os microfones dos jornalistas.

Mas que classe é esta que se arrepia com uma frase, arregaça as mangas e ameaça ir à luta (tipo agarrem-me senão ele mata-me), enche de cuspo as lentes das câmaras de televisão e esbofeteia-se, como se estivesse em jogo salvar os pobres da fome?
Que jornalismo é este que continua a empolar as pequenas coisas em detrimento das grandes ou mais pequenas mas sempre verdadeiras causas?

A política é hoje não mais do que um enredo lastimável, levado à cena com actores desqualificados e sem vocação.
O pior é que o teatro continua cheio com o povo português a assistir e a pagar um preço demasiado alto pelo bilhete.

São sempre as mesmas lutas, os mesmos nomes, as mesmas frases e as mesmas moscas.
Neste país até a merda é sempre a mesma.

O português já nem medo tem da ditadura, o que nos apavora é ficar com a dita...mole.

Será que dava para, em vez da democracia, pararmos de ser parvos nem que fosse por seis meses?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Será que ainda vale a pena?

Será que ainda vale a pena sentir o teu sopro na noite serena?
Será que ainda vales a preocupação, o desejo, a vontade?
Será que ainda tenho em ti o orgulho da primeira vez?
Será que ainda te valho nos dias em que ninguém te acode?
Será que ainda estás aí, à minha espera, com o teu pensar em branco para eu preencher?
Será que ainda temes a minha próxima gota de suor, nascida da luta do nosso amor?
Será que ainda te olho como te olhei daquela vez?
Blog, desculpa a minha ausência, mas a nossa relação tornou-se assim rotineira.
Algum de nós tinha de fazer alguma coisa, e tu nunca tiveste a coragem de dar o primeiro passo.
Foi bom dar-te um tempo.
Foi bom dar-me o pensar.
Regresso hoje para ti, se ainda me quiseres.
Que dizes?
Será que ainda vale a pena?